A Cor das Gerais

Há no Brasil Sudeste, no estado onde um alferes tentou estancar o roubo de ouro num tempo colonial, duas ações conhecidas de desrespeito a figura humana. Duas ações de racismo, duas ações entre milhares escondidas, de falta de crescimento mental e intelectual e até humanitário.

As ações de dois irmãos que agrediram verbalmente e psicologicamente uma pessoa de pele com tonificação diferente, pele negra.

O que a lei diz, pouco se cumpre. Talvez essa lei não tenha dado liga, e quase ninguém liga quando uma pessoas de cor diferente de pele tem seus direitos subtraídos, esculhambados, pisoteados e mortos.

Mortos em festas cheia de jovens, mortos de vergonha ao oferecer ajuda e uma conhecedora explicita da lei o ofender pela cor e depois continuar ofendendo oficiais de pele escura, isso nas Gerais e naquele estado que os nordestinos construíram, isso é comum.

Acredito que quem está no topo merece o exemplo, tem que dá o exemplo.

Todos sabemos que o termo Paraíba é creditado no sul-sudeste como tom pejorativo, é como se quem o tivesse fosse intelectualmente despreparado, fosse como os  Dalits da imensa Índia.

O presidente do Brasil tratou os nordestino assim, depois tentou remediar com esparadrapos vencidos um termo que ele em ato falho, acredita existir.

Nunca teremos um Brasil igual, ou um mundo igual.

Somos mais negros do que imaginamos. Senão de pele, de alma.

Essa pele não precisa mudar, mas alma sim, precisa ser lavada, enxaguada e quarada sob o sol quente e fiel que lambe as costa e o juízo do Cariri paraibano.

Conheci um grande homem, amigo, fiel, trabalhador, negro.

Juliano Feliciano é mineiro e torcedor do Cruzeiro.

Não sei se ele passou por essas provações, mas sei que nos Estados Unidos da América ele consegue vencer sem ninguém lhe olhar a cor da pele.

“Respeitem meus cabelos, brancos.”

  Chico César

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